Por Bianca Matz
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| Fonte: Capricho |
Em 2017, no Festival de
Cannes, o vencedor do prêmio da crítica foi o filme dramático francês 120
Batimentos por Minuto (Robin Campillo, 120 Battements par
Minute, 2h23min, 2017), que se passa na década 90, em
Paris, na época do surto de HIV e, as pessoas estavam totalmente desinformadas
sobre a epidemia. Logo, eles estavam dispostos a fazerem com que a população
reconheça a importância da prevenção e o tratamento da doença.
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| Fonte: Jornal no Palco |
Durante a trama, os
ativistas organizam passeatas e visitas surpresas a lugares para levar a
informação, principalmente para o público jovem, que está iniciando a vida
sexual. Dentre as personagens, há todo o público LGBTQ+, mas nem todos são soros
positivos, como por exemplo, a mãe de um dos integrantes do grupo, uma
representante do ARCAT - Associação de Pesquisa, Comunicação e Ação pelo Acesso
aos Tratamentos.
Em determinada cena marcante do filme, vemos
as personagens em uma das reuniões, em que eles pensam em como será organizada
a próxima edição da Parada do Orgulho Gay. Eles pretendem fazer cartazes que
informem a população e, demonstre o motivo pelo qual comemoram esse evento.
Enquanto alguns personagens faziam cartazes
com dados básicos sobre a HIV, informando como funciona a transmissão, que
sempre há muitos mitos envolvidos; desenvolveram alguns que tinha o objetivo de
normatizar os relacionamentos homossexuais. Um deles levanta e afirma
“Poderíamos escrever: Comemoro essa data, pois pode ser a minha última Parada
Gay”, já que a personagem é soro positivo.
Este filme é recomendado, mais uma vez, para
comunicar a população, retirando todo o estereótipo e informação má
intencionada, tentando denegrir o público LGBTQ+. O conteúdo cinematográfico
procura promover, dando mais visibilidade ao movimento.
Visto que existem empresas, por exemplo, as
têxteis que fabricam linhas de roupas fingindo importar-se com este nicho,
porém apenas está aproveitando-se da situação, esse ato é chamado de “Pink Money” (dinheiro rosa, em
português).
Quem
é Act-Up?
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| Fonte: Wikipedia |
O grupo de
ativistas Act-Up – (AIDS Coalition to Unleash Power), em português
“AIDS Coalisão para Desencadear Poder”, fundado em março de 1987, em Nova Iorque,
formou-se com o intuito de informar todas as pessoas a respeito da enfermidade.
Com o passar dos anos, a iniciativa do grupo foi levada a outros
cantos do mundo.
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| Fonte: The Rocky Mountain Collegian |
Tudo começou após o surto de HIV iniciar e
várias pessoas desinformadas, serem manipuladas pelos dados da FDA – Food and Drug Administration, uma
agência federa, responsável pela proteção e promoção de saúde pública nos
Estados Unidos. Eles afirmavam que soros positivos, em 80% dos casos, viveriam
apenas dois anos. Além disso, faziam propaganda de seu tratamento com o remédio
da casa, chegando a aproximadamente US$ 10 mil, o famoso AZT. Medicação citada no
filme Clube de Compras Dallas (Jean Marc
Vallée, Dallas Buyers Club,2h, 2013), baseada em fatos reais, em que um
homem do mundo dos rodeios, contrai HIV, na década de 80.
Encenada na região do Texas, uma área
americana que podemos comparar com o nordeste brasileiro, tanto em clima, por
atingir altas temperaturas; como nas pessoas, que têm aquele pensamento de que
o homem é um “cabra macho”. O filme quebra o estereótipo de que apenas
homossexuais têm a chance de contrair a doença. A personagem principal, no meio
de todo esse contexto, sofre preconceito pelos conhecidos e faz amizade com
quem menos espera, uma mulher transgênero, interpretada pelo Jared Leto.
A Act Up protesta contra a visão machista,
imposta pela igreja católica e, em contrapartida, apoia grupos defensores dos
direitos das mulheres. Isso aconteceu, pois os integrantes da Act Up, notaram
que os motivos pelos quais lutavam, eram os mesmos do público feminino.
Em Nova Iorque, aconteceu um movimento contra
um cardeal que era contra o uso de preservativos e, afirmava que a AIDS era um
castigo divino.
Representatividade
brasileira
O Grupo Gay da Bahia (GGB) é um grupo ativista
LGBTQ+, que teve uma grande influencia no Brasil na década de 80 e, ainda
fortaleceu o ativismo gay na região nordeste, onde o preconceito é predominante.
Foi com o início desses movimentos que o
público gay teve mais visibilidade, criando e aumentando o número de bens e
serviços voltando a esse nicho. Além desse grupo, surgiu um dos primeiros
grupos exclusivamente lésbico, chamado “Somos”, após a onda do movimento
feminista na década de 70. Porém, em 1983, o mesmo grupo “Somos” teve uma
diminuição do número de integrantes, por conta da epidemia da AIDS.
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| Sala de reunião do Instituto Vida Nova Fonte: Instituto Vida Nova |
O Instituto Vida Nova - Integração, Educação e Cidadania, fundada em maio de 2000, em São Paulo, no bairro Jardim São Vicente, promove o combate e prevenção do HIV, sem fins lucrativos.
Em seu
website, traz uma programação rica em
eventos, projetos e campanhas para as pessoas se informarem. Eles também dão
ênfase, principalmente, em época de Carnaval. No registro da instituição, já
foram registradas mais de 700 soros positivos.
Com a febre dos canais do YouTube, vários
assuntos tidos como minoria, ganharam força na Internet. O canal “Põe na Roda”,
um dos maiores no âmbito LGBTQ+ no Brasil, foi criado por Pedro HMC com o
objetivo de tirar todas as dúvidas do público com enquetes, uma pitada de humor
ácido e bate-papo com celebridades, trazendo sempre uma forma simples de
conversar com o público.
Um dos vídeos, responsáveis por dar o boom do canal, foi o da série “Não é por
ser ou ter...”, com a finalidade de acabar com os mitos criados em volta de
determinado assunto, envolvendo o público LGBTQ+. E foi assim também em 2017,
no Dia Mundial da Conscientização e Luta Contra a AIDS/HIV, lançaram outro
vídeo, que segue a mesma playlist,
intitulado “Não é por ter HIV que eu...”.





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